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sábado, 26 de fevereiro de 2011

ESTUDOS DE SÍTIOS ARQUEOLÓGICOS ATRAVÉS DE TRILHA

Trilha é uma ideia inovadora onde o aluno e submetido a uma situação investigativa, o aluno é colocado diante do desafio de observar através do seu curso natural.
Essa investigação pode ser feita através de relatórios, de registros de fotos, vídeos e mapas.
São atividades dinâmicas e participativas em que o público recebe informações sobre:
  • Recursos naturais
  • Exploração racional
  • Conservação
  • Preservação
  • Aspecto culturais,histórico,econômico e arqueológico etc.





                                    Trilha: Aplicação metodológicas e critérios



                                                         Trilha


                                                      Trilha

                                                      Trilha: aberturas na mata




                                                               Trilha


Parque Nacional Serra da Capivara

 Serra da capivara é a mais importante do país.
Localização: Sudeste do Estado do Piauí município de São Raimundo Nonato, João Costa, Coronel José Dias e Canto do Buriti.
A criação do Parque Nacional Serra da Capivara teve múltiplas motivações ligadas ás questões de preservação do meio ambiente  específico e de um dos mais importantes patrimônios culturais atualmente conhecido no país.
Essa aula trata de conhecemos através de uma trilha, sítios arqueológico, pinturas rupestres através de imagens relacionadas gravuras na Serra da Capivara, Nordeste e Agreste. (Do cerrado a caatinga).
O Homem
O homem pré-histórico deixou suas marcas em toda a região do Parque Nacional Serra da Capivara. Foram essas marcas que chamara a atenção dos cientistas para a zona e foi em razão delas que o Parque Nacional foi criado.
Foi portanto a existência de numerosos sítios arqueológico, sítios com pinturas rupestres ou com restos de material lítico, seja pedra lascada ou polida, ou cacos de cerâmica, na superfície do solo que atraiu o primeiro grupo de cientistas para região.
Um sítio arqueológico é um local no qual os homens que viveram antes do início de nossa civilização deixaram vestígios de suas atividades: uma ferramenta de pedra lascada, uma fogueira na qual assaram sua comida, uma pintura, uma sepultura, a simples marca de seus passos.
As pesquisas na região do Parque Nacional, foram iniciada em 1970 e desde então as descobertas se acumularam.
Atualmente estão cadastrados 406 sítios, dos quais 260 apresentam pinturas rupestres. Os demais sítios são aldeias cemitérios, acampamentos.  Esses números não são definitivos pois continuamente são descobertos novos sítios no Parque Nacional.
Evolução Cultural
 Pinturas rupestre são manifestação mais abundante, conspícua e espetacular deixada, desde época muito recuadas, pelas populações pré-históricas que viveram na área do Parque Nacional.
Conforme os resultados das datações obtidas pela técnica, da análise do Carbono 14 para esta área.  Mostra que o Homem já vivia na área do Parque Nacional desde há,  pelo menos, 50.000 anos que sua presença foi continua até a chegada dos colonizadores brancos.
Os povos mais antigos eram caçadores coletores, isto é viviam da caça e da coleta de produtos animais e vegetais, como ovo, mel, frutos, raízes, tubérculos, etc.


                                                      Pintura Rupestre


                                              Pintura Rupestre


Sítios que são encontrados vestígios de presença humana muito antiga: a Toca do Boqueirão do Sítios da Pedra Furada, a Toca do Sitio do Meio e a Toca do Caldeirão do Rodrigues I.
Os três sítios apresentaram as mais antigas datações obtidas na área do Parque Nacional são abrigos sob-rochas.  Um abrigo sob-rochas  forma se pela ação da erosão. Os homens utilizaram a parte protegida dos abrigos como casa, acampamento, local de enterramentos e suporte para representação gráfica da sua tradição oral.


A Toca do Boqueirão da Pedra Furada. Sua formação deve-se como em todos os sítios da região. A erosão. O processo de formação das camadas arqueológica deste sítio durou, no mínimo. 60.000 anos. As escavações iniciadas em 1978, duraram 10 anos e permitiram a descoberta dos mais antigos vestígios, até hoje conhecidos, da presença humana nas Américas: fogueira estruturadas e uma grande quantidade de artefatos de pedra lascadas.


Nesse sítio foi possível reconstituir a história as ocupações humanas desde há cerca de 60.000 anos até 6.000 anos atrás.


                                                          Pedra Furada




                                                            Fósseis





                                                     Urna Funerária



                                                       Pré-Históricos

  O Sítio do Meio é importante porque nele encontramos: fragmentos da cerâmica mais antiga das Américas. Datada de 8.960 anos e o primeiro artefato americano de pedra polida, uma machadinha datada de 9.2000 anos.


Artefatos


                                                          Sítio do Meio


                                                         Pintura Rupestre




                                                    Artefatos


A Toca do Caldeirão dos Rodrigues é um abrigo formado em um vale alto, cerca de 80m acima do vale do Boqueirão da Pedra Furada. Suas pinturas, escondidas atrás de um imenso bloco caído, retratam cerca de 12 000 anos de elevação estilística e cultural. As escavações, ainda não terminadas, já permitiram encontrar vestígios de presença humana datada 18.000 anos.

Pinturas rupestres


Artefatos


Fundação Museu do Homem Americano
Histórico

Entidade científica sem fins lucrativos, a Fundação Museu do Homem Americano - Fumdham - é criada em 1986, em São Raimundo Nonato, Piauí, com base em amplo programa de cooperação envolvendo agências nacionais e internacionais. O órgão liga-se às pesquisas arqueológicas na região da serra da Capivara, desde a década de 1970, que representam um marco nas discussões sobre a ocupação da América do Sul e a vida das primeiras populações americanas. As investigações pioneiras da arqueóloga Niéde Guidon (1933) estão na base da organização do Parque Nacional Serra da Capivara (1979) e das escavações feitas. Guidon, hoje presidente da Fumdham, visita a região pela primeira vez em 1973, em busca de pinturas que vira em fotografias, convencida de estar diante de um estilo distinto de arte rupestre





Referência Bibliográfica
Elaborado por:
Fundação Museu do Homem Americano-FUMDHAM e Mission  Archéologique e Paléontologique do Piauí
                         Rua Abdias Neves 551 –CEP – 64770-000-Saõ Raimundo Nonato \Piauí
                          E-Mail : fumdham @ elogica.com.br
Fotos:
Arquivo da Fundação do Museu do Homem Americano \FUMDHAM
INTERNET





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Planejamento: "Trilha"

Planejamento sobre a última aula da formação Projeto UCA.
Conteúdo referente à Metodologias "Trilha"

GOVERNO DO ESTADO DO TOCANTINS

SECRETARIA DA EDUCAÇÃO E CULTURA
DIRETORIA REGIONAL DE ENSiNO DE PALMAS
COORDENAÇÃO REGIONAL DE ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

INSTRUMENTO DE PLANEJAMENTO

 UNIDADE:  Escola Estadual Beira Rio          PERÍODO:QUINZENAL                              
 DISCIPLINA: História                                                      6º ANO            TURMA:  12    TURNO: Matutino                  
 PROFESSOR(A): Lúcia Alves da Silva


COMPETÊNCIA
HABILIDADES
CONTEÚDOS
METODOLOGIA
Valorizar o processo histórico, as constantes transformações a necessidades da preservação do patrimônio, as diferenças no modo de vida dos diferentes povos.

Perceber que as sociedades estão em constantes transformações.
Conhecer as diversas teorias sobre a origem do homem.

Trilha
Sítios arqueológicos, pinturas rupestres.
Imagem  relacionadas á   gravuras na Serra da Capivara, Nordeste e Agreste.

Conversa informal
Debates

RECURSOS DIDÁTICOS
AVALIAÇÃO
OBSERVAÇÃO
( x )Livros                      (    ) Som
(  ) Vídeo                     ( x  )  Revista
(  ) Jornal                     ( x  ) Data Show
(  ) Retro Projetor        (   x) Outros ----------------------------------------------------------, objetos  etc...-----------------------------------------------------------------------------

Um processo contínuo, conforme o conteúdo apresentado e as atividades desenvolvidas em sala, interesse, participação,
Avaliação escrita.


sábado, 13 de novembro de 2010

PALMAS

                                          Palmas -Capital do Tocantins

Em 1º de janeiro de 1990 instalou-se o governo estadual na cidade de Palmas, capital definitiva do Estado do Tocantins. A construção de Palmas iniciou-se em 20 de maio de 1989.



Bosque dos Pioneiros

As temperaturas médias anuais variam entre 24°C e 28°C nos meses das
chuvas (outubro-março), na estação seca (maio-setembro) entre 28°C e 35°C, com ventos fracos e moderados.




                                                      TO-050

Palmas esta localizada no seu centro geográfico do estado. A altitude média é de 700 metros.


                                             Av.Theotônio Segurado

A cidade encanta seus visitantes por suas largas avenidas e pelo paisagismo bem elaborado.


                                            Vista da Serra do Lajeado

A capital que mais cresce no Brasil. De projeto moderno e arrojado, se tornou, em 20 anos, uma das mais belas e bem equipadas cidades do norte do país. Palmas e planejado para dois milhões de habitantes.


                                             Praia da Graciosa

Além do grande potencial energético, o rio Tocantins e fonte de lazer com suas belas praias e relevo grandioso.
Mais de 2500km de praias e matas de beleza estonteante e fauna riquíssima. Ambiente ideal para o camping e a pesca.






Espaço Cultural

A qualidade de vida em Palmas é assegura por uma estrutura urbanística bem resolvida e por um amplo leque de equipamentos de educação, esporte e lazer.


                                              Palácio Araguaia

Graças ao arrojado traçado urbanístico a cidade de Palmas pode absorver com qualidade a avalanche de pessoas que para ela acorreram acreditando no grande potencial econômico desta região.


                                               Palácio Araguaia


                                              JK(Avenida Juscelino Kubitschek)

A noite a cidade parece uma miragem luminosa contrastando com a sombra tranquila da Serra do Carmo. 


                                            JK (Avenida Juscelino Kubitschek)

Os setores mais dinâmicos na atividade comercial estão ligados a construção civil, moveis, bens de consumo e alimentação.


Aeroporto Internacional



                                         Serra do Carmo

Basta subir a Serra do Carmo para encantar com a pequena Taguarussu. Clima de montanha e trilhas com vegetação exuberante, inúmeras cachoeiras e despenhadeiros de tirar o fôlego.


Rio Tocantins

O rio Tocantins tem 2.500km de extensão.















quinta-feira, 4 de novembro de 2010

TEXTO COMPLEMENTAR:  1° / 2° / 9°

TOCANTINS


                                           Tocantins

Sonho alimentado durante quase dois séculos pela população que habitava o norte do antigo estado de Goiás, a criação do Estado de Tocantins veio dar um importante impulso ao povoamento do centro-norte do Brasil e abriu uma nova frente de desenvolvimento rumo ao interior do país, numa região de economia predominantemente agropecuária.
O estado de Tocantins, na região Norte, ocupa uma área de 278.421km2. Limita-se a oeste com o Pará e o Mato Grosso, ao sul com Goiás, e a leste com o Maranhão, o Piauí e a Bahia. Sua capital é Palmas.

Geografia física

  • Geologia e relevo

A maior parte do Estado de Tocantins encontra-se a menos de 500m de altitude e caracteriza-se por grandes superfícies aplainadas de rochas cristalinas e sedimentares. Quatro unidades integram o quadro morfológico: (1) o planalto cristalino do Araguaia-Tocantins, a região mais elevada, que ocupa o sul do estado, com altitudes de 300 a 600m; (2) o planalto sedimentar do nordeste, composto por um conjunto de chapadas de arenito e lençóis de basalto na área limítrofe entre o Maranhão e Tocantins; (3) o planalto sedimentar do São Francisco, um vasto chapadão arenítico situado ao longo da divisa Tocantins-Bahia; e (4) a planície aluvial do médio Araguaia, entre Tocantins e Mato Grosso, uma antiga planície de inundação, com periódica deposição de aluviões, onde se encontra a maior ilha fluvial do mundo, a do Bananal.

                                Ilha do Bananal

  • Clima e hidrografia

    Predomina no Estado o clima do tipo (clima de savana, com inverno seco e chuvas de verão), com médias termométricas que variam entre 25°C, ao norte, e 22°C, ao sul. A pluviosidade média anual é de 1.600mm, concentrada no período do verão. A rede hidrográfica do estado de Tocantins é formada principalmente pelos rios que correm para o rio Tocantins ou seu afluente, o Araguaia. De regime tropical, esses rios têm cheias e vazantes de acentuado contraste, mas não experimentam seca, pois o subsolo poroso garante a infiltração e o armazenamento de água.

    • Vegetação

    Os campos cerrados, vegetação predominante, recobrem mais de noventa por cento do território do Estado. As manchas florestais resumem-se praticamente aos vales dos rios Tocantins e Araguaia. Neste último, as matas assumem, por vezes, a forma de cerradão, transição entre o cerrado e a floresta.

    • População e rede urbana

    Após sua criação, em 1988, Tocantins alcançou, em algumas regiões, taxas de crescimento superiores a vinte por cento ao ano. A população se concentra nas cidades cortadas pela rodovia Belém-Brasília. Situado no centro do país, Tocantins tornou-se importante meio de integração das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O norte do Estado pode servir como base de povoamento da Amazônia e fornecedor de alimentos para a região nordeste do país. O sul de Tocantins sofre influência de Brasília, Goiânia e do sul da Bahia. As principais cidades do estado são Araguaína, Gurupi, Palmas, Miracema do Tocantins e Porto Nacional.   
    Economia

    • Agricultura e pecuária

    Predominam em Tocantins as culturas de subsistência. O principal produto é o arroz, com boas perspectivas de desenvolvimento devido a projetos de irrigação como o do rio Formoso, no sul, ligado à Belém-Brasília por 45km de estrada pavimentada. Seguem-se o milho, o feijão e a soja. A construção da rodovia Belém-Brasília impulsionou a agricultura na região, mas a modernização desse setor econômico, no início da década de 1990, esbarrava na enorme concentração da propriedade de terras no estado: menos de dez por cento do número de propriedades rurais correspondiam a mais de metade da área ocupada por estabelecimentos agropecuários. A ferrovia Norte-Sul, projetada para cortar a região mais pobre do Estado, o vale do Tocantins, barateará o escoamento da produção, com a conseqüente redução dos preços dos fretes. No vale do Araguaia, a porção mais rica do Estado, concentra-se a criação de gado bovino, destinado principalmente ao corte, e suíno.

    •  Extrativismo

    Entre os produtos minerais do Estado de Tocantins, destaca-se o cristal de rocha. Há também depósitos de bauxita, calcário, cassiterita, gesso e ouro, mas o potencial mineral permanece inexplorado. Tem importância econômica também a extração de babaçu, mamona, pequi, castanha-do-pará e madeira de lei (mogno).

    • Indústria

    Em 1986, das dez mil indústrias localizadas no antigo estado de Goiás, apenas 726 estavam no território do atual Tocantins, e a maioria processava produtos alimentícios. O índice de industrialização era, portanto, muito reduzido, mas a criação do novo Estado atraiu grandes empresas para Araguaína -- o principal centro industrial -- e Gurupi. A diversificação da economia tocantinense encontra como seus principais obstáculos a distância do Estado com relação aos grandes centros consumidores e o frágil mercado local. A produção industrial baseia-se em algumas empresas de médio porte e numa grande quantidade de microempresas. As principais atividades industriais são a fabricação de móveis, manilhas, telhas, tijolos, calcário, cimento, produtos metalúrgicos leves e madeiras para a construção.

    • Energia

    O potencial hidrelétrico do Estado, ainda não totalmente explorado, concentra-se na bacia dos rios Araguaia e Tocantins. No início da década de 1990, seis usinas hidrelétricas, entre as quais Isamu Ikeda, Lajes e Lajeado, geravam sessenta por cento da energia que abastecia o Estado. A usina de Cachoeira Dourada, instalada no rio Paranaíba (Itumbiara GO) é outra importante fonte de energia para o Estado.  

    • Transporte
    O Estado de Tocantins é cortado de norte a sul pela rodovia Belém-Brasília (BR-153 e BR-226, que alcança Estreito MA). Pela BR-320, não pavimentada, tem-se acesso à região do Bico do Papagaio, no extremo norte do Estado. As demais ligações entre os municípios do estado são feitas por estradas vicinais, em precárias condições de conservação. A Transamazônica cruza o extremo norte do Estado.
    Cultura
    • Entidades culturais
    A Universidade do Estado de Tocantins (Unitins) divide-se em vários centros regionais. Porto Nacional sedia os cursos de saúde pública; Araguaína, o de medicina veterinária; Miracema, os de administração pública e formação de professores; Gurupi, os do complexo agrícola; e Palmas, os cursos de engenharia e tecnologia.
    • Monumentos
    Entre os principais monumentos do Estado de Tocantins estão a catedral de Nossa Senhora das Mercês, construída em 1904 pelos padres dominicanos em Porto Nacional; a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Negros, em Natividade; e a Igreja de Nossa Senhora da Consolação, erguida no final do século XIX, em Tocantinópolis.
    • Turismo 
    As paisagens naturais e as cidades históricas estimulam o desenvolvimento do turismo no Estado. A principal atração é a ilha do Bananal, a maior ilha fluvial do mundo, formada por uma bifurcação do rio Araguaia. Com cerca de 20.000km2, um território no qual correm numerosos rios e que inclui a lagoa Grande (uma das maiores do Brasil), tem pesca abundante, que atrai turistas do país e do exterior. A ilha abriga o Parque Indígena do Araguaia, habitado por índios carajás e javaés, e, no norte, o Parque Nacional do Araguaia, destinado a preservar a flora e a fauna locais. As praias dos rios Tocantins e Araguaia e a lagoa da Confusão, perto de Cristalândia, são outros centros de atração. As principais cidades históricas são: Porto Nacional, Natividade e Monte do Carmo. Natividade é considerada a capital cultural do Estado e preserva em seu casario e ruas estreitas traços da arquitetura característica do ciclo do ouro (séculos XVIII e XIX). Também integram o circuito do turismo cultural do Estado os garimpos, os aquedutos usados na lavagem do ouro, o quilombo da Chapada e algumas festas tradicionais, como a romaria do Senhor do Bomfim, em Natividade.

     

    1ª SÉRIE / 2 ª SÉRIE   - ENSINO MÉDIO
                                              NATIVIDADE, TOCANTINS - BRASIL

    Cidade de Natividade em Tocantins


    Com a chegada de imigrantes portugueses nessa região, no século XVIII, a procura de ouro, o Arraial de São Luiz foi edificado no topo da Serra, pelas mãos dos escravos, cerca de quarenta mil, trazidos por esses desbravadores. Em 1734, o Arraial foi fundado por Antônio Ferraz de Araújo.
    Quando, em 1770, o ouro do lugar já não atendia mais a demanda, os moradores desceram a serra, vindo formar um novo Arraial chamado de Natividade, nome dado graças à devoção dos moradores por Nossa Senhora de Natividade.
    A região foi povoada pelo Português Manoel Ferraz de Araújo, que descobriu na serra que denomina a cidade, por volta de 1734.  A 22 de julho de 1901, foi criada a Comarca de Natividade, instalada em 23 de dezembro de 1905. Em 1930, deu-se a supressão de Comarca de Natividade.
    Foi criada com o termo e Município do mesmo nome, desmembrada da Comarca de Porto Nacional,  conforme o Artigo 8º, das Disposições Constitucionais Transitórias.
    Rodeada por belas serras, composta por deslumbrantes obras arquitetônicas, banhada pelo Rio Manoel Alves e por diversas piscinas naturais encontradas em pontos variados das serras, Natividade passa a ser cidade em 01 de junho de 1891.
    Obras arquitetônicas foram edificadas, como a Igreja de Nossa Senhora de Natividade, Igreja de São Benedito, Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos (Igreja de Pedra) e diversas residências, feitas de blocos de barro e pedras, que hoje compõem o Centro Histórico de Natividade. E em 26 de agosto de 1833 foi concedido o título de vila.
    Tendo como maior riqueza, o povo, com muita simplicidade, donos de uma culinária única, que contam suas histórias, causos e lendas nas portas das casas, grandes artesãos que produzem relíquias em ouro e prata, os nativitanos estão sempre prontos para receber todas as pessoas que se interessa em conhecer a mais antiga e bela cidade do estado do Tocantins. 






      Século XVIII: Igreja Matriz Nossa Senhora da Natividade



    A Igreja Matriz do município de Natividade, uma das mais antigas do Tocantins, é datada de 1759. Seus cultos são dedicados à devoção de Nossa Senhora da Natividade. Natividade, termo referente a nascimento, ficou em Portugal reservado para indicar o nascimento da Virgem Maria.
    Com a criação do Estado, a população de Natividade junto com o clero tocantinense desenvolveu uma campanha para tornar Nossa Senhora da Natividade padroeira do Estado. Dom Celso Pereira de Almeida, bispo diocesano de Porto Nacional, enviou, em março de 1992, solicitação ao papa João Paulo II expressando o desejo dos devotos de Nossa Senhora, de vê-la consagrada padroeira do Estado.
    A solicitação foi aceita pelo Vaticano em 29 de maio de 1992 e em 15 de agosto do mesmo ano dom Celso divulgou oficialmente durante a Romaria do Bonfim, em Natividade, Nossa Senhora da Natividade padroeira principal do Tocantins. A festa a Nossa Senhora da Natividade, na igreja Matriz, é realizada de 30 de agosto a 8 de setembro, dia escolhido para ser dedicado em todo o Estado a homenagear Nossa Senhora da Natividade. No município de Natividade durante os festejos acontece o novenário.
    A imagem de Nossa Senhora de Natividade, santa padroeira do estado do Tocantins fica localizada na Igreja Matriz da cidade. No dia oito de Setembro é comemorado seu dia, com os festejos da padroeira, realizado no largo da Praça da Matriz.






    Século XVIII: Igreja São Benedito


    Das três igrejas existentes em Natividade, a de São Benedito é a menor em estrutura física, mas isso não a faz menos importante que as outras. A igreja possui estilo jesuítico. Acredita-se que foi construída pelos escravos e possivelmente pela irmandade de São Benedito, mas ainda não foi encontrado nenhum documento oficial que comprove a existência dessa irmandade em Natividade.
    É possível que a Igreja de São Benedito tenha sido construída ainda nas primeiras décadas do século XVIII, época em que Natividade vivia a opulência do ouro. O período histórico e a devoção ao santo fazem-nos acreditar que a igreja tenha sido construída e freqüentada pelos negros que vieram para região para trabalhar nas minas de ouro. Segundo relatos orais, a igreja funcionou normalmente até l928, quando foi desativada, voltando a ser utilizada com mais freqüência em 2000. De 1984 (data da primeira restauração) a abril de 2000, a igreja era utilizada apenas nas datas festivas em que se incluía procissão em evento realizado na igreja matriz.




    Século XVIII:   Igreja de Nossa Senhora do Rosário




    Ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Rosário
    O que seria o templo dedicado à devoção a Nossa Senhora do Rosário dos Pretos chama a atenção pela sua opulência, grandiosidade e beleza, todo erguido em pedra. Sob a atual denominação de ruínas, sua dimensão pode ser observada pelo que restou das paredes laterais, do arco da entrada feito em pedras e tijolinhos e também pelos alicerces em pedra canga, embora grande extensão dessas tenha sido retiradas para abertura da avenida defronte à igreja.
    As ruínas da Igreja Nossa Senhora do Rosário, conservada ao longo dos séculos, sofreu um processo de intervenção em 1992, através do Iphan/Pro-Memória, e o arco foi restaurado evitando um possível desabamento. Em 1996, sob a gerência do Iphan, foi realizado outro trabalho de restauração em toda a extensão da ruína e um projeto urbanístico para o seu entorno, quando recebeu uma iluminação especial.
    Segundo relatos de viajantes, esse templo começou a ser construído pelos escravos no século XVIII. Da obra ficou concluída a capela-mor, o arco da entrada principal e suas laterais o que pode ser observado através do desenho de William John Burchell que percorreu o Brasil entre 1825 e 1829.
    A devoção a Nossa Senhora do Rosário teve origem em Portugal. Desde os séculos XV e XVI eram sob a invocação dessa santa que se congregavam os negros. As razões da escolha de Nossa Senhora do Rosário como protetora dos negros não são muito claras, mas sua popularidade fez criar em quase todas as cidades portuguesas igrejas onde havia imagens da virgem a quem se atribuíam milagres.
    Frei Agostinho de Santa Maria acreditava que através da imagem de Nossa Senhora resgatada em Argel foi dado início ao culto, levando os negros a escolherem essa invocação.
    No Brasil, a celebração a Nossa Senhora do Rosário está quase que restrita às irmandades negras. Em Natividade, há relatos sobre uma irmandade do Rosário, mas não foi possível comprovar este fato historicamente.
    Alguns afirmam que à medida que os negros iam construindo o seu templo, ofereciam presentes aos seus deuses e divindades, colocando em suas paredes ou enterrando em seu interior ouro em peça ou em pó, armazenados em garrafas ou potes de cerâmica.
    As conseqüências dessas informações passadas de geração em geração podem ser observadas nas paredes das ruínas com vários furos, resultado de ações de pessoas que, dizendo sonhar onde estava o ouro, perfuravam as ruínas.